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Burnout x Carreira
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Burnout x Carreira

Qual a importância em se falar sobre o Burnout? Segundo a Consultora de Carreira na Aprimorha e Psicóloga, Claudia Paiva, é falando sobre o assunto que levamos a informação para os profissionais e conscientizamos sobre a importância da saúde mental no ambiente de trabalho. Confira a entrevista completa!

Claudia, o que é o Burnout? Quais os principais sintomas?

Claudia: O Burnout é um esgotamento profissional que acarreta várias tensões emocionais que o profissional acaba suprindo internamente várias condições e sentimentos que ele não consegue lidar por conta da pressão. Então o Burnout é a tensão externa que o profissional está sentindo e não consegue lidar, por isso ele acaba desenvolvendo uma síndrome, pausado com certeza com o estresse e a tensão que ele sente externamente e internamente.

Os principais sintomas são a fadiga, o estresse, o isolamento, tem um lapso de memória por conta da demanda interna que ele sente e externa que ele vai sentindo do ambiente, no caso do cargo com as demandas de projeto. O Burnout apresenta algumas fases e em cada fase o profissional pode se reconhecer internamente para reconhecer esses sintomas, mas com certeza o estresse demasiado, a agressividade extrema, mas não na questão de bater em todo mundo, mas sim as respostas ríspidas que esse profissional apresenta diretamente ou indiretamente as pessoas próximas, tanto no ambiente de trabalho quanto no ambiente pessoal. Também o esgotamento, a fadiga e a perda de memória, aliados ao estresse e agressividade são os principais sintomas. A sudorese e a taquicardia também podem ser sintomas presentes no profissional, que pode estar ligada a uma ansiedade que está ali por algum motivo, mas não estava sendo observada. Esses sintomas são os principais e precisam ser olhados imediatamente.

Conforme esses sintomas vão se intensificando, e o profissional ignora esses sentimentos e as respostas que o corpo vai dando, isso passa a impactar o rendimento e a produtividade deste profissional. Então no início o profissional provavelmente terá uma produtividade média, e com isso demasiado, com certeza aos poucos esse profissional irá sentir cada vez mais o impacto em sua produtividade no dia a dia. A princípio, com certeza é necessário procurar ajuda de um profissional para conseguir lidar com isso internamente, e em muitos casos é orientado o antidepressivo ou ansiolítico também.

A repulsa pela rotina de trabalho pode muitas vezes ser confundida com algum momento de frustração na vida do profissional, quando na verdade pode estar indicando sinais de que esse mesmo profissional está desenvolvendo o Burnout. Como os profissionais podem se atentar aos sinais do corpo e mente, para não confundir esses sentimentos?

Claudia: Tem uma fase do Burnout que é a negação interligado ao emprego ou a empresa. O profissional passa a ter muita dificuldade para encontrar e ressignificar o que ele está construindo naquele momento, então ele nega. Muitas vezes a baixa energia e a baixa autoestima acarretam para que ele não tenha motivação para ter ânimo e cumprir com suas funções na empresa. Também é comum perceber que o profissional tem medo de fazer qualquer movimentação. Por exemplo: o profissional tem vontade de mudar de área e buscar uma transição de carreira, mas o receio de perder aquilo que ele tem no agora, está ligado a negação que ele sente.

Em um determinado momento, o profissional se nega e a carreira passa a ser uma repulsa para ele. E isso passa a ser ambivalente, porque ao mesmo tempo que ele tem os ganhos primários e secundários, que são o retorno financeiro e de alguma maneira o reconhecimento, porque se ele entrega o projeto no prazo e desenvolve sua atividade, de alguma forma o trabalho gera esse reconhecimento, mas por outro lado a ambivalência negativa, porque o profissional entende que aquilo está proporcionando uma sobrecarga extrema, para poder entregar os resultados. Então o profissional fica clivado, ou seja, dividido. Ele não consegue encontrar um equilíbrio.

Como as empresas podem promover uma cultura que estimule os colaboradores a serem produtivos, mas sem sobrecarregá-los a ponto de desenvolverem o Burnout?

Claudia: Com certeza é falando sobre o assunto. Falar sobre esse tema é o principal caminho que o profissional de Recursos Humanos, muitas vezes responsável por levar a cultura da empresa para todos os colaboradores, pode fazer internamente para trazer as ações, e assim orientar os profissionais que trabalham na empresa, seja quem for, executivo, média gestão, especialista, qualquer cargo. É falando sobre que muitas vezes é possível trabalhar a negação desse profissional que apresenta um quadro de Burnout. A informação auxilia muito porque existe muita coisa no senso comum hoje em dia, então as pessoas se auto rotulam e se automedicam para solucionar tais transtornos. Quando a informação chega até esses profissionais, é possível desenvolver o próximo passo que é buscar ajuda profissional.

Para o profissional de Recursos Humanos é importante trazer essa conscientização para gestão de tempo também, porque o Burnout nada mais é do que tudo isso em demasia. Então aquela pressão de entregar e precisar fazer, o profissional vai introjetando tudo isso e não dá conta e desenvolve uma síndrome. Por isso o papel do RH é fundamental, assim como falar sobre isso através das ações internas, para que o profissional de alguma maneira se sinta acolhido e que tudo bem ele passar por isso e que ele tem uma empresa que está ali com ele se ele precisar. Uma frase que define bem essa situação é:

“O profissional diminui o mundo interior dele para caber no mundo interior do outro.”

Muitas vezes o profissional faz isso, para dar conta do que a empresa está precisando, então ele se diminui a um nível extremo e estressante que ele não consegue lidar. Então nesse processo, muito importante que ele consiga ressignificar e sozinho ele não vai conseguir, por isso ele precisa de uma rede de apoio. Essa rede de apoio vai da empresa até a família, porque o Burnout está vinculado a vida profissional, mas também a uma sobrecarga pessoal que de alguma maneira ele está enfrentando.

Como podemos desenvolver hábitos para prevenir o Burnout?

Claudia: Na verdade hoje, nós trabalhamos muito na manutenção corretiva e não preventiva. Então infelizmente as pessoas só tomam tais ações porque desenvolveram a síndrome. Tem várias ações, que na verdade são uma somatória para colaborar com a saúde mental do profissional e para que o indivíduo saia dessa síndrome, que é um pacote:

• Desde a psicoterapia a medicação, porque tem a questão neurológica que precisa ser olhada e ajustada.
• O apoio da família, para que se desenvolva uma rede de apoio, porque essas pessoas são facilitadoras, para que de alguma maneira, esse profissional aceite sua condição e assim inicie o tratamento.
• O apoio da empresa é essencial também, para que o profissional não se sinta incompetente ou sozinho.
• O sono é muito importante, mas um sono de qualidade, que esse profissional consiga desligar, porque no Burnout o profissional não consegue desligar. Então nesse processo de tratamento, o sono é um importante aliado.
• Atividades físicas, porque o profissional precisa encontrar uma atividade que faça sentido e que ele se encontre, para ter vontade de fazer. Isso auxilia na autoestima do profissional.
• A alimentação é importante, então uma alimentação saudável é importante para colaborar no tratamento, porque tudo que é demais não é saudável.

No caso do home office, o cenário de tensão aumentou para muitos profissionais. Então como esses profissionais podem cuidar de si mesmo, dentro deste modelo de trabalho, porque para a própria empresa cria-se uma barreira muito maior por conta da distância?

Claudia: Além das dicas citadas acima, tanto para o profissional quanto para a empresa, é importante ter em mente que tudo precisa ter um começo e um fim, mas um fim não depois de 20 horas de trabalho, porque em casa as paradas são menores. Quando estamos no ambiente de trabalho, fazendo a troca com a equipe, inconscientemente acabamos parando e isso gera a sensação de equilíbrio internamente. No caso do home office, não temos mais a equipe e os gestores para proporcionar essas pausas, então se você não parar e fazer essas pausas que são importantes, a sensação de que você está trabalhando mais é realmente uma sensação, mas ela é verdade, porque você não parou para o cafezinho. Acaba acontecendo uma reunião atrás da outra, online, sem intervalos para essas pausas. No caso do home office, essas pausas podem gerar a sensação de culpa, por ter feito essa pausa, sendo que no ambiente de trabalho fazemos essas pausas naturalmente. Então por que em casa o profissional não faz? Porque acabamos sendo mais rígidos no home office. É importante é organizar a agenda, para que existam essas pausas para tomar um café e respirar.

Já para a empresa, é importante que ela olhe para os colaboradores e proporcione esses momentos de qualidade, ajudando o profissional nessa gestão de tempo e produtividade. Eu vejo diferentes ações, como empresas que bloqueiam as agendas dos profissionais, para que esse profissional possa almoçar com a família, ou até mesmo separar um momento do dia para aproveitar um pouco a presença dos filhos, da família. Então, existem algumas ações que o RH pode criar internamente para que os profissionais se sintam amparados e informados durante o home office.

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