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Entrevista com Bruno da Matta Machado – Tailor
Aprimorha, Carreira, Currículo, Dicas

Entrevista com Bruno da Matta Machado – Tailor

Entramos em contato com diferentes profissionais que atuam como Headhunters, e cada relacionamento surge de forma diferente. No seu caso Bruno, como surgiu esse relacionamento com a Aprimorha?

Meu relacionamento com a Aprimorha surgiu, primeiramente com o Tadeu Ferreira, Diretor Geral da Aprimorha. Conheci o Tadeu como Headhunter, quando atuávamos na mesma empresa. Eu saí dessa empresa, assim como o Tadeu, e desde que comecei a Tailor, várias empresas de Outplacement entram em contato com nossa equipe, pedindo indicações para vagas.

Eu tomo sempre cuidado com a indicação desse serviço, porque nem toda empresa que oferece o serviço de Outplacement trabalha com um método que informa o cliente, e no caso da Aprimorha, o cliente recebe esse preparo através de uma metologia própria. Por isso, já indiquei a Aprimorha várias vezes e os feedbacks sempre foram positivos, e mais do que o resultado final em si, a experiência ao longo do processo que a equipe da Aprimorha oferece, sempre se destacou muito. Isso para mim, como Headhunter, é muito importante porque o grande diferencial da Aprimorha está no percurso que o cliente percorre, proporcionando muito autoconhecimento.

A parceria entre Headhunter e Jobhunter, muitas vezes pode resultar em excelentes processos de recolocação. Mas qual a diferença no trabalho desses profissionais e como eles podem trocar essa ajuda entre si?

Para explicar de forma prática e resumida, gosto de citar uma frase do Tadeu: “O Headhunter trabalha para CNPJ (empresa) e o Jobhunter trabalha para o CPF (pessoa)”. Então o Headhunter trabalha para empresas que buscam cargos específicos, com um perfil específico e muitas vezes para vagas sigilosas. A minha função como Headhunter é trazer a melhor pessoa para preencher essa posição, “cançando a melhor cabeça” para o cargo. Já o Jobhunter, é responsável por assessorar pessoas que não estão satisfeitas com a carreira, que buscam oxigenar em outros mercados ou que buscam uma nova vaga para se recolocar, e o trabalho desse profissional é encontrar a melhor vaga para essa pessoa. Na prática, quem tem a vaga é o Headhunter e quem tem a pessoa é o Jobhunter, e assim ambos trabalham entre si nessa troca de informação para obter sucesso nos processos. Por isso, o Headhunter e o Jobhunter não competem entre si. Inclusive algumas empresas buscam oferecer esses dois tipos de serviço, e eu deixo claro que não concordo, porque se você quer fazer um trabalho bem feito, é importante focar em uma das pontas.

Esse ano passamos por muitas mudanças no mercado e se reinventar foi essencial. Bruno, a partir da sua experiência como Headhunter, como você avalia o mercado atualmente?

Sou um otimista incorrigível, porque nada me parece mais útil se não for isso. De forma bem geral e realista, o mercado em todas as partes do mundo, sofreu bastante no inicio dessa crise. O susto foi grande e as incertezas de como seriam as coisas era forte, a primeira reação do mercado foi travar tudo, incluindo os processos de vagas. Mas acontece que ao longo dos meses, essa nuvem de incertezas foi passando e acredito que dificilmente volta, porque já superamos esse medo.

Durante todo esse processo inicial de pandemia, o maior medo do empresariado não é a economia, mas a duvida. Agora que entendemos o que está realmente acontecendo, as empresas já estão em um momento de retomada. Tive como experiência o mês que passei na Espanha e lá não existe essa ideia de “novo normal”, mas sim o velho normal, porque a população em si já está toda ativa, normalmente. Isso mostra que aos poucos, no Brasil, também vamos passar por essa curva e voltar ao velho normal que tanto sentimos falta.

Ao longo desses últimos meses, passamos a viver diferentes impactos da pandemia. Como você avalia o progresso do mercado?

Abril foi um mês assustador, principalmente levando em conta que o Headhunter é um termômetro do mercado, porque se as empresas param de contratar, significa que os processos seletivos estão congelados e como consequência a expansão das empresas também.

Em maio, o mercado ainda pegou alguns reflexos desse medo, mas as commodites mantiveram seu mercado, e todo mundo veio seguindo a mesma máxima.

Desde junho, estamos retomando os patamares aos mesmos de antes do covid-19. Claro que alguns segmentos demoram mais para responder, mas eles são a minoria. No início da pandemia, só alguns estavam bem, como por exemplo o setor de alimentos. Agora a minoria se tornou aqueles setores que levam mais tempo para se recuperar, como por exemplo o setor de eventos. Resumindo toda essa experiência: O mercado vai muito bem obrigado!

Acho importante ressaltar que os empregos estão acontecendo, as vagas estão surgindo e todo mundo está correndo atrás de cobrir as baixas. Isso demanda novas formas de contratação e também profissionais mais preparados. Conclusão: O mercado está bombando!

A pandemia afetou o comportamento de toda população, em geral. Olhando para o lado profissional, um grande desafio de se reinventar foi imposto e tornou-se ainda mais necessário buscar novas maneiras para se manter atualizado. Como você avalia essas mudanças comportamentais?

Gosto de separar em três ondas de comportamento: Na primeira onda, todos estavam eufóricos para se acostumar, passamos a ter mais tempo com a família, a novidade do home office, novas tecnologias e novos desafios. Em julho, isso tudo já não era mais novo, e como consequência a motivação na busca por novas vagas passou a cair, doenças mentais surgiram, baixa energia de humor.

No caso dos profissionais empregados, muitos diminuíram a produtividade e a energia. Já os profissionais em recolocação, passaram a se desesperar e a ficarem com medo de estagnar de uma forma muito preocupante, tomados por um olhar muito pessimista e negativo.

Agora, estamos vivendo a terceira onda que não é nem eufórica e nem triste, mas sim com profissionais mais preparados para descobrir uma rotina que encaixe bem com o momento. Aos poucos uma quarta e nova onda de euforia se aproxima das pessoas em geral e dos profissionais, que é voltar ao escritório aos poucos e rever os colegas, motivando esse novo momento.

Bruno, para finalizar nossa entrevista, quais dicas você daria para aqueles profissionais que estão passando por um processo de recolocação ou transição de carreira?

Gosto sempre de dar uma dica para profissionais em processo de recolocação, que dizem não estarem trabalhando: Se recolocar, é um trabalho. Demanda disciplina, foco, planejamento, ação. Se você não faz isso, pouco provável que você obtenha sucesso. Se destacar demanda criatividade.

Por isso, a primeira dica que eu dou é que essa fase nos proporcionou muito autoconhecimento, então está na hora de pensar o que você quer ser agora e daqui pra frente. O que você vai ser quando voltarmos com tudo? Busque se conhecer!

Outra dica é repensar sua empresa. Não pega esses meses de pandemia, home office e joga isso fora só para voltar a mesma posição de antes. O novo normal é para algumas pessoas, mas via de regra, a maioria vai voltar ao formato de antes. Nenhum dos dois caminhos é errado, mas vale repensar em maneiras para se reinventar e questionar se você está realmente contente em seu emprego.

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