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Palavra do Headhunter, por Diego Godoy
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Palavra do Headhunter, por Diego Godoy

Em entrevista com o Headhunter e Sócio da Easy2Recruit, Diego Godoy, conversamos sobre o mercado e sua retomada, perspectivas profissionais para os próximos anos, além de dicas importantes para carreira e desenvolvimento profissional. Confira o bate papo!

Diego, como você se tornou Headhunter?

Diego: Eu era consultor da PWC, e um dia fui fazer uma entrevista em uma das maiores empresas de recrutamento e seleção da américa latina. A partir desse contato o Head da empresa me chamou para trabalhar lá, e a primeiro momento eu até achei esquisito, imaginei que eles estivessem confundindo o processo, mas me explicaram que eles contratam Headhunters a partir do conhecimento do profissional em determinada área. Acabou que esse primeiro contato não deu certo, e segui com a minha carreira.

Um dia estava indo para São Paulo e encontrei com o Paulo Pontes no avião, começamos a conversar. Através dessa conversa, fui convidado para trabalhar naquela empresa de recrutamento e seleção a qual havia participado do processo anteriormente. Em 2009 comecei minha carreira como Headhunter.

Como surgiu o seu relacionamento com a Aprimorha?

Diego: Conheci o Tadeu como colega profissional na empresa de recrutamento e seleção em que trabalhávamos anteriormente e através dessa convivência, nos tornamos amigos. Depois de um tempo, tanto eu quanto o Tadeu saímos dessa empresa para montar nossos negócios, mas continuamos com a amizade. Conheço a Aprimorha desde seu início, e indico o serviço todos os dias, para todos os profissionais que me abordam buscando alguma recomendação para Job Hunting. Confio no trabalho.

O desenvolvimento da Aprimorha tem como base a tecnologia. As mudanças no mundo foram muito rápidas nos últimos 10 anos. Passamos de uma economia manual para uma totalmente digital, e com a chegada do smartphone mudou ainda mais, acelerando o capitalismo. Isso mudou a forma de poder. No século XX, os principais empresários dominavam as áreas industriais, já hoje a grande maioria dos empresários que dominam esse poder de mercado, estão focados em tecnologia. Essa migração mudou muita coisa no mercado, eu como Headhunter passei por essas mudanças, o processo era muito mais lento.

Acredito que o Tadeu (Diretor Geral da Aprimorha) é um cara que acompanha as mudanças e sabe crescer com cada uma delas, aproveitando sempre as oportunidades. Essa agilidade da economia digital, afetou a forma como as pessoas procuram emprego e como as empresas buscam os colaboradores, porque não escolhemos mais as coisas como antigamente, e ainda somos educados para viver em um mundo industrial, quando na verdade esse mundo já mudou radicalmente. O grande desafio como Headhunter é explicar para a empresa essa mudança, e do Jobhunter é explicar para o profissional essa mudança. A partir desse processo de aceleração, o maior desafio dos profissionais tornou-se a aceitação dessas mudanças.

Como funciona a parceria entre Jobhunter e Headhunter?

Diego: Esses dias eu estava no LinkedIn e um rapaz que virou Jobhunter há pouco tempo me pediu ajuda com o LinkedIn dele, para ver se estava atrativo. Ele me pediu um conselho para a carreira, e eu disse que o grande “pulo do gato” é: o Jobhunter faz a busca pelo candidato em busca de recolocação, então ele faz essa busca pela vaga específica para o profissional. Já o Headhunter, ele busca o candidato assertivo para a vaga.

A partir dessa conversa, expliquei para ele que se você tem dois candidatos médios e apenas um bom para a vaga em questão, envie apenas o bom. A assertividade faz a diferença para formar um bom Jobhunter, porque isso auxilia na credibilidade dentro do mercado. O Tadeu é um Jobhunter que atua dessa forma, sempre com assertividade no perfil do profissional, levando esse método de atuação para a equipe da Aprimorha.

Logo, a troca saudável entre Jobhunter e Headhunter, é quando existe essa análise do profissional e da empresa para que ocorra essa assertividade. O Headhunter está de frente para a empresa, e o Jobhunter de frente para o profissional. A maioria dos Jobhunters está mais preocupado em mostrar para o profissional que está buscando vaga, do que de fato buscando a vaga de forma assertiva.

Um exemplo simples: Se eu posto uma vaga agora, recebo 300 currículos em um dia. Então para lidar com o processo exercendo essa assertividade, eu preciso da Aprimorha, porque existe esse cuidado com a assertividade no perfil do profissional para a vaga oferecida.

Como você enxerga a recuperação do mercado?

Diego: Essa história de “novo normal” é um termo que não existe. O que aconteceu: o Brasil estava em um ritmo bom, uma crescente econômica interessante, inflação controlada, as reformas necessárias sendo debatidas no congresso e as privatizações necessárias acontecendo para gerar potência econômica. Eis que o coronavírus veio e congelou essa crescente, paralisando o país como um todo. Agora estamos vendo o negócio descongelar, em um movimento que aos poucos vai aquecendo, para talvez sentir de fato os resultados no início do ano que vem.

Acredito que em dezembro e janeiro, vamos passar por um descongelamento da economia. Em termos de mercado, para o profissional é um momento de se especializar. Buscar o que ficou para trás e se especializar, desde o curso de inglês até aquela especialização que pode fazer a diferença. O coronavírus não mudou nada, só acelerou algumas mudanças. A tecnologia criou um comportamento novo de mercado, e com isso, todas as soluções digitais ganharam força. Do jeito que era antes, não volta nunca mais. Os negócios que não se atualizarem, sofrerão com essas mudanças.

Esse impacto gera mão de obra qualificada, mas ainda o principal são as pessoas. O retorno da economia, tem um impacto muito forte por conta da tecnologia. O problema principal desse setor é mão de obra qualificada. Precisamos falar sobre isso, essa diferença em nosso setor. A previsão para 2030 é de 8 milhões de vagas sem mão de obra no Brasil, porque essa mudança escancarou a falta de profissionais especializados que entendam essa visão rápida e tecnológica.

Quais as tendências de contratações?

Diego: Profissionais que buscam se especializar em áreas da tecnologia, e que saibam como agregar esse mundo digital em suas funções. Existe uma curva que até 2030 as profissões tecnológicas comandarão o mercado. Tudo que for ligado a desenvolvimento, irá crescer. Porém, ainda em 2030, essa curva na área de tecnologia tende a cair, dando espaço para o crescimento no setor de saúde.

Daqui a mais ou menos 30 anos, os profissionais da saúde ganharão ainda mais protagonismo, porque o número de pessoas mais velhas será muito maior, e essas pessoas viverão mais tempo. Então acredito que cada vez mais a medicina preventiva irá avançar e a tecnologia pode ser uma grande aliada, mas não será mais a protagonista.

Como se destacar em uma entrevista de emprego?

Diego: Invista na sua comunicação. O maior problema que eu vejo é a comunicação, tanto falada quanto escrita. Você pode ser um gênio, mas se aquilo não consegue ser passado, não adianta nada. E comunicação envolve também linguagem corporal (roupa, postura).

Entrevista de emprego não é teste, nem é bate papo. É um instrumento técnico de avaliação para compreender se aquele é o candidato ideal para a empresa, e se ele tem condições ou não de assumir o desafio. Saiba com quem você está falando, entenda o processo seletivo, seja sincero, verdadeiro e se comunique de maneira clara. Se você está bem informado, leve elementos para entrevista que podem demonstrar sua experiência no mercado.

Um ponto que eu percebo, é que as pessoas têm medo de contar história triste. Isso desumaniza o processo seletivo, porque os profissionais têm receio de que isso possa parecer uma fraqueza, quando na verdade é só mais uma característica humana de aprendizado.

Comunicação, leitura de cenário, falar a verdade, não tentar ser perfeito e autoconhecimento. Nem sempre nós temos a opção de escolher, mas você precisa entender se não está se violentando ao aceitar aquele emprego. Por exemplo: eu sei que a empresa tem uma conduta ética que eu não concordo. Se isso vai contra um princípio ético seu, e você pode escolher, minha dica é: não vá.

Leve suas dúvidas para a entrevista, não é um caminho de uma via. É importante esclarecer as dúvidas, é saudável essa troca.

Outra dica: se você praticar alguma atividade física, duas horas antes da entrevista, faça um treino de alta intensidade, volte para a casa, se prepare e vá para a entrevista. Isso cientificamente pode ajudar você durante o processo, porque o corpo libera serotonina, melhorando sua respiração e concentração durante a entrevista de emprego.

A inteligência emocional pode ser um fator decisivo para a contratação?

Diego: Inteligência emocional é uma questão pessoal de cada profissional. Cada um desenvolve a partir das suas vivencias. Uma mãe com 5 filhos pensa de uma maneira diferente de um rapaz solteiro e sem filhos, e isso não significa que um tem mais inteligência emocional que o outro, porque depende de cada escolha e momento de vida. A habilidade vai depender da vivência pessoal de cada profissional. Essa tendência de rotular as pessoas é uma grande bobagem.

Para desenvolver essa habilidade, você precisa se conhecer e entender a situação em que você está atualmente para analisar antes de fazer as coisas. É algo muito pessoal, é impossível avaliar isso em uma entrevista de emprego. A inteligência emocional é muito peculiar, individual e quase intima.

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