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Mentoria de carreira: um passo para o sucesso
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Mentoria de carreira: um passo para o sucesso

Nem coach, nem professor e muito menos psicoterapeuta. Não raramente o mentor é confundido com outros profissionais. Mas, a fusão dessas profissões se aproxima da função de quem trabalha com mentoria de carreira. O mentor faz o acompanhamento da trajetória de seu mentorado e, principalmente, é uma referência que compartilha experiências e vivências ligadas à demanda do trabalho do cliente. “Eu recebo um executivo e mentoro para que ele siga para a carreira empreendedora”, explica o Diretor de Relacionamento da Aprimorha, Tadeu Ferreira. Ou seja, o papel do mentor é ajudar o cliente, de forma pontual, a alcançar um único objetivo pré-determinado. Conheça o case de Sergio Lembi, mentorado da Aprimorha com mais de 30 anos de experiência em empresas multinacionais em funções de Diretoria Operações / Suprimentos / Projetos, que migrou para a vida empreendedora.

Depoimento de Sergio Lembi – mentorado da Aprimorha

 

“Em setembro de 2016, me desliguei da última empresa que trabalhei como CLT. Na época, me senti como quem tem catapora. Já tive anos atrás e sei que o vírus está no organismo pronto para atacar de novo sem aviso. Essa era a sensação que eu tinha após ser CLT por quase 30 anos: esperar pela próxima manifestação. E eu preciso contar mais aspectos dessa situação. Havia me aventurado em negócios por quase 10 anos antes desse meu setembro sombrio. Eu gostava das dificuldades do empreender, das incertezas do empreender, das possibilidades e da liberdade do empreender. Também me agonizava na frustração dos ambientes corporativos, nas restrições de testar novas ideias, nas dificuldades políticas. Mas, o status e poder são sempre sedutores. Empreender enquanto você está garantido por um belo salário, como era meu caso, era fácil. Nem os fracassos pareciam ser tão graves. Meu dinheiro continuava entrando e a ideia de ter um plano B era um grande diferencial.

Foi com tudo isso na cabeça que eu procurei a Aprimorha. No fundo eu queria um emprego. Não me preocupava com a minha idade (55 anos na época) e achava que meu CV seria suficiente para uma rápida recolocação.

Na primeira entrevista eu contei essa história, mas algo deve ter saído muito errado, porque o Tadeu me questionou: ‘Você tem certeza de que quer voltar para um ambiente corporativo? Tem certeza de que quer abandonar tudo isso que testou, fez, aprendeu e experimentou ao empreender?’. Mais do que isso. Ele destacou a diferença de intensidade na fala do empreender para a fala do ser empregado e me propôs um desafio: foque por um tempo nessa vida de empreender, enquanto pensamos nas mudanças que você precisa fazer para se apresentar como recurso desejado para o ambiente corporativo.

Reestruturei meu CV e refiz meu LinkedIn. Também fui apresentado a um empreendedor de Campinas para que eu iniciasse um processo de relacionamento no ecossistema. Tomamos um café e viramos sócios. Dois meses depois, abrimos uma aceleradora de startups. Fiz centenas de mentorias e descobri como minha experiência era relevante nesse ambiente, mas eu ainda me sabotava: fiz dezenas de aplicações “escondidas” via LinkedIn, que nunca sequer foram respondidas.

Lembra do vírus da CLT? Quase dois anos e meio depois, continuo nesse processo de me tornar um empreendedor melhor e mais efetivo. Sou sócio em vários negócios e continuo buscando novas oportunidades a cada pessoa ou boa ideia que encontro pela frente.

Graças a mentoria que passei, eu me encontrei na dinâmica e na posição que sempre busquei na vida profissional. Gosto do desafio da decisão que tomei. Percebi que com o tempo, vamos perdendo a disposição de atuar de forma mais criativa. Culturalmente, aceitamos a preocupação com o status, a exposição e passamos atuar dentro de um padrão estabelecido. Meu padrão atual é o de transformar outras realidades trocando minha experiência, compartilhando meu conhecimento e promovendo a integração e relação de novos negócios.

Se ainda tenho ataques do vírus CLT? Tenho, mas ainda bem que na minha idade ninguém se interessa por essa relocação!”.

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