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Mulher: uma reflexão sobre você, no seu dia
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Mulher: uma reflexão sobre você, no seu dia

“Eu sou aquela mulher a quem o tempo muito ensinou. Ensinou a amar a vida e não desistir da luta, recomeçar na derrota, renunciar a palavras e pensamentos negativos. Acreditar nos valores humanos e ser otimista”. É com as sábias palavras de uma das principais poetisas brasileiras Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, que convidamos você, mulher, a refletir sobre seu dia.

8 de março, Dia Internacional da Mulher. Dia daquelas que persistem, insistem e lutam para ser quem desejam ser, fazer aquilo que querem fazer. E que, quando não conseguem, levantam a cabeça para tentar de novo. Convidamos uma cliente especial para representar todas as mulheres que lutam por aquilo que sonham. Acompanhe o depoimento de Lenita Marsola Ozilieri.

 

“Que honra poder contar um pouco da minha jornada, especialmente nesta data tão querida. Dia de celebrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres. Bem, eu não nasci com uma estrela na testa. Não nasci em berço de ouro, então tínhamos limitações. Mas, sempre gostei muito de trabalhar, de ter independência. E isso me mantinha na luta. Quando terminei o ensino médio, eu quase desisti de ‘ser alguém na vida’. Não tinha dinheiro para faculdade e minha família tampouco. Então, o que eu deveria fazer? Cheguei a imaginar que levaria uma vida medíocre pois eu pensava que assim ‘era a vida’ de pessoas da minha classe social. Esse período foi divisor de águas na minha vida. Nesse momento, minha fé em Deus foi o que sustentou a decisão em arriscar. E se eu não tivesse arriscado, de fato hoje teria uma vida medíocre. E como eu desejava, no mesmo mês em que ingressei na faculdade, consegui um estágio e a bolsa auxílio, que eram suficientes para pagar meus estudos. Ufa, segui em frente com o plano. Não, eu não fiz uma faculdade de primeira linha. E não, eu não tinha o hábito de estudar, portanto foram quatro anos bem difíceis. Mas, ainda assim, com suor e lágrimas, venci meu lado sabotador para atingir meu objetivo. Durante a graduação arranjei outro estágio, desta vez, numa empresa multinacional que me foi uma grande escola. Por lá fiquei 12 incríveis anos. Lá eu descobri o que é ‘ser alguém na vida’, mas também descobri que nem todos lutam pelo mesmo objetivo e que a sua batalha já não tem o mesmo sentido de antes. Enfim, vivi as dores e amores do mundo empresarial. Durante esse período me casei, tive dois filhos e encerrei aquele ciclo. Para minha surpresa, meu próximo desafio profissional, era numa função de gestão e naquele momento me enchi de orgulho: ‘Uau, nem acredito que faço parte dos 4% de mulheres que estão na liderança’. E quando esse dia chegou, eu refleti sobre como foi importante ser resiliente e não desistir em meio às dificuldades, não desistir do amor pela carreira, não desistir de me tornar bem sucedida no que quer que eu me dedicasse a fazer. Pra mim o conceito ‘bem sucedida’ não tem relação com status ou nível hierárquico. E sim em me sentir realizada com as escolhas que fiz. Hoje, eu me considero bem sucedida, mas tudo começou com uma pitada de coragem... Se posso inspirar outras mulheres a serem também bem sucedidas, é dizendo: ‘Não é fácil e nunca será. Mas acreditem, vocês podem! Não deixem ninguém apagar o sorriso no rosto, é ele que ilumina seus caminhos’.”
Lenita Marsola Ozilieri

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