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Os Desafios da Recolocação Profissional
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Os Desafios da Recolocação Profissional

Em entrevista com a Consultoria de Carreira Sênior, Camila Brito, conversamos sobre as dificuldades do profissional em busca de recolocação. A partir da sua experiência profissional, Camila reconhece a importância das Soft Skills, que podem auxiliar no destaque do profissional durante o processo seletivo, e a importância de trabalhar a ansiedade ao longo do projeto de recolocação. Confira!

As Soft Skills podem auxiliar no destaque do profissional durante um processo seletivo
Qual a principal dificuldade do profissional em busca de recolocação?

Depende muito do profissional, mas podemos elencar algumas dificuldades. A primeira dificuldade é a ansiedade. Temos profissionais que estão muito ansiosos para entrar no mercado, porque tem alguma necessidade. Isso faz com que eles fiquem mais nervosos e queiram que as coisas aconteçam rápido. Essa questão pode ser um problema, porque em alguns momentos a ansiedade e essa vontade excessiva de que as coisas aconteçam acaba atrapalhando o processo, porque o profissional precisa estar centrado e calmo, ele precisa entender como funciona o tempo dos processos para poder ter uma evolução legal que traga resultado. Então o primeiro ponto é comportamental, porque é importante que a pessoa tenha noção e maturidade para entender que as coisas não acontecem no tempo esperado.

A segunda dificuldade que pode atrapalhar, mas é algo que é construído com o tempo de cada profissional é a experiencia de cada um. O mercado disponibiliza as vagas e tem profissionais que vão se encaixar naquela vaga e tem os que não vão, porque as experiências, a formação ou até a geografia não estão aderentes ao que a vaga busca. Então é importante também ter maturidade para compreender essa situação.

A terceira dificuldade que nós sempre trazemos para a análise SWOT de cada profissional são os concorrentes. Eles serão sempre uma ameaça para quem está em busca de uma recolocação. Você pode ter todas as qualificações para uma vaga, mas se o seu concorrente tem uma característica a mais que o favorece, quem vai entrar é ele.

Claro que tem alguns posicionamentos do mercado que não temos controle, como por exemplo a pandemia que aconteceu em 2020. Quem imaginaria que isso aconteceria, e que tantas empresas fechariam as portas. Então esses fatores influenciam diretamente no processo de cada profissional.

As Soft Skills podem auxiliar no destaque do profissional durante um processo seletivo?

 

Com certeza. Esse ponto é exatamente o que trabalhamos na análise SWOT, porque nós vamos compreender o mercado externo (oportunidades e ameaças), mas também vamos entender as forças e fraquezas do profissional. Eu sempre falo para nossos assessorados que as forças vão minimizar as ameaças.

Por exemplo: em um momento de ameaça, que você está em um processo seletivo com um profissional que fala inglês fluente e você não, e para a vaga precisa de inglês, você minimiza essas ameaças usando as suas forças ao seu favor, como por exemplo, a sua experiência. As vezes o concorrente fala inglês, mas você tem mais experiencia na área, então esse exercício é fundamental nesse momento.

Como o profissional pode trabalhar a ansiedade ao longo do projeto de recolocação?

A ansiedade é uma emoção, então essa emoção em um momento de busca por oportunidade pode acabar atrapalhando. O trabalho não é simplesmente para ganhar dinheiro, ele faz parte do seu contexto. Tem profissionais que almejam uma carreira, almejam um posicionamento melhor na empresa, e isso impacta diretamente no relacionamento com a família, é algo que vai muito além do dinheiro. O processo deve ser pensado de forma racional. Você não pode chegar em uma entrevista, falar qualquer coisa, chorar e implorar pela vaga. Eu sempre explico para os nossos assessorados que entendo que eles precisam do emprego para suprirem suas necessidades econômicas, e que impacta o lado emocional, mas para o processo dar certo, é essencial equilibrar o racional, se não vai dar errado.

Como o cliente pode recuperar sua confiança profissional durante a busca por recolocação?

O profissional precisa ter claro em sua mente quais são os pontos fortes que ele tem. Muitos profissionais têm dificuldade em reconhecerem seus pontos fortes, mas quando você pergunta os pontos fracos, eles falam várias características. Normalmente são profissionais que tem baixo autoestima, sendo uma pessoa que está acostumada a falar bem de si mesmo. Então ter confiança durante o processo é super importante.

Claro que não em excesso, porque neste caso acaba demonstrando arrogância e isso pode atrapalhar. É diferente um profissional que sabe expor suas qualidades e defeitos de forma interessante e sincera, daquele profissional que acredita ser perfeito para a vaga e não reconhece nenhum defeito. Então ser confiante é ótimo, mas não em excesso, até porque se você cria uma expetativa muito alta e acaba não dando certo, você se frustra depois. É preciso ter um equilíbrio emocional e racional.

Como o LinkedIn pode ajudar o profissional em busca de recolocação?

O LinkedIn, além de ser uma plataforma com oportunidades de trabalho, o uso dele como networking é ainda mais vantajoso para o profissional. É uma rede de relacionamentos voltada para negócios. O profissional tem uma abertura para conversar com outros profissionais que ele nunca viu e podem ser seus possíveis gestores, abrindo o leque de oportunidades no mercado.

Por exemplo: eu tenho muita vontade de trabalhar em “X” empresa, mas eu não conheço ninguém lá.  Posso abordar quem é o gestor da minha área naquela empresa, me conectar com ele e conversar sobre o mercado e a empresa, criando uma abertura que não existia antes.

Então o LinkedIn é uma ferramenta que gera inúmeras possibilidades de conhecer novos profissionais, que no dia a dia você não teria. Um Diretor, um Gerente ou um responsável por determinada área, eles estão ali à disposição para criar networking. Aproveite a plataforma para criar oportunidades e novos contatos profissionais.

Qual a importância de levar um projeto de recolocação com a mesma intensidade de uma rotina de trabalho? Uma dica para esses profissionais?

Quando os profissionais se dedicam mais e demonstram um engajamento maior, como alguns casos que assessorei sendo Consultora de Carreira, em que o profissional trabalha das 8h às 18h na sua recolocação, o resultado chega muito mais rápido. Claro que forçar a barra não é um bom caminho, mas a insistência na medida certa, auxilia na agilidade do processo, porque o profissional que se dedica mais e olha mais a fundo para seu projeto, se recoloca mais rápido.

A principal dica é se preparar para o processo seletivo. Muitos profissionais acreditam que sabem tudo, não precisam se preparar para uma entrevista. Chega o momento da entrevista e o RH ou Headhunter faz uma pergunta específica que o profissional até sabe responder, mas poderia estar mais bem preparado para se destacar na resposta.

Essa preparação prévia para um processo seletivo é super importante. Não é simplesmente olhar o site da empresa. Você deve olhar sim o site, mas também olhar o descritivo da vaga, entender o que a empresa está pedindo, identificar alguma situação em sua carreira que possa agregar durante o processo e criar links em situações do descritivo com o que você já viveu.

Quando você se prepara, é possível aprender a lidar com as ameaças, porque você já vai saber como utilizar sua experiencia ao seu favor. Entenda como o recrutador está direcionando a entrevista, porque a forma como ele conduz, demonstra aquilo que ele quer ouvir. Se você identificar esses pontos principais, é muito mais fácil de responder e se sair bem no processo.

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