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Religião no trabalho: essa influência existe?
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Religião no trabalho: essa influência existe?

Pelo menos em teoria, o Estado é laico. Ou seja, o governo e o país não se posicionam no campo religioso. Mas, será que de fato isso funciona no dia a dia? E religião no trabalho, existe alguma relação?

Se você puxar da memória, provavelmente vai lembrar de uma icônica frase que ouvimos de nossos familiares: “Política, religião e futebol não se discutem”. E ela é ainda mais pertinente em ambiente de trabalho. Tanto por parte da empresa, quanto do funcionário.
No meio profissional, a ética impede que o candidato seja eliminado de qualquer vaga por conta de uma escolha religiosa. Porém, há algumas perguntas durante a entrevista que, de uma forma ou outra, buscam trazer respostas a dúvidas como essa, por exemplo “o que gosta de fazer nas horas livres?” ou “como você se define”. É comum que a resposta do candidato esteja relacionada aos seus hábitos e, portanto, à religião que segue. Será que isso interfere na escolha do recrutador? Entenda!

A religião pode influenciar na decisão do recrutador?

A escolha pelo candidato sempre acontece por empatia, pelo profissionalismo que conseguiu se transmitir no momento da entrevista e o perfil de acordo com a vaga. Porém, pode-se haver qualquer juízo de valor por parte de quem contrata, quando se tem alguma informação ou hábito que não condizem com o do próprio entrevistador. O concorrentepode ser um bom profissional, com ótimas experiências, perfil técnico desejado, boas indicações sobre ele, com todas aprovações possíveis, e mesmo assim, uma questão pessoal, a religiosa, pode ser um empecilho para a contratação.

Voltamos ao início: se o Estado é laico, as empresas não deveriam ser também?

Este é um assunto que precisa ser pautado dentro das empresa, com gestores e diretores, a fim de criar um critério ético e sem que haja qualquer influência dentro do espectro pessoal do candidato.
Da parte do entrevistado, nas fases finais, é sempre profissional avisar sobre qualquer compromisso religioso que possa vir a coincidir com o expediente. Fora isso, a diversidade cultural e religiosa é essencial no dia a dia nas companhias, seja ela de pequeno, médio ou grande porte, já que inspira uma troca de experiências entre colaboradores e, consequentemente, abre portas para novos conhecimentos, ativação da criatividade e bom convívio.

O respeito entre as pessoas é a principal arma contra a intolerância!

 

 

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